Nesta nova edição, Lenio Luiz Streck enfrenta a mais confortável ilusão do nosso tempo jurídico: a de que “o Direito é indeterminado” e que, por isso, caberia aos Tribunais Superiores dizer, de cima para baixo, o que o Direito “passa a ser
Em textos inéditos, sustenta que essa narrativa não é neutra. Na verdade, serve a um projeto de poder. E ao declarar que os textos legais seriam ambíguos, fluidos, “cheios de equivocidades”, constrói-se a justificativa perfeita para transformar Cortes Superiores em legisladores positivos autorizando-as a fabricar “precedentes”, “teses” e “temas” para o futuro, omo se isso fosse natural em uma democracia. Não é.Streck vai além da crítica doutrinária. Ele mostra o paradoxo que sustenta toda essa engenharia retórica: se tudo é indeterminado, então os próprios precedentes também são indeterminados. Na democracia constitucional, julgar não é legislar; precedentes não são decretos para o futuro; e a força do Direito não pode ser substituída pela força de quem o aplica. Esta edição é, portanto, um alerta. Se aceitarmos que o Direito é apenas aquilo que os tribunais dizem que é, deixamos de ter Teoria do Direito e passamos a ter apenas Teoria do Poder. E isso, como Streck demonstra, não é um detalhe técnico: é um risco institucional para a própria ideia de Estado Democrático de Direito.
| Código: |
251834 |
| EAN: |
9788544266281 |
| Peso (kg): |
0,324 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
1,15 |
| Especificação |
| Autor |
Lenio Luiz Streck |
| Editora |
JUSPODIVM |
| Ano Edição |
2026 |
| Número Edição |
7 |